Maria nos avisa: hoje às 20h tem teatro no Adamastor, em Guarulhos: "O papa e a bruxa". Encontramo-nos por lá. Abraços. Wagner
Escrito por wagner4 às 18h09
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Vira Cultura
A Livraria Cultura do Conjunto Nacional fará uma programação de 35 horas de atividades culturais, incluindo cinema, literatura e outras linguagens. Todas em volta do próprio Conjunto, que fica na esquina da rua Augusta com a avenida Paulista. Será de sábado para domingo agora, com uma programação extensa. Em literatura, destaque para o sarau com Chacal e Marcelino Freire, autógrafos com Lourenço Mutarelli e a presença de fã-clubes de Harry Potter e Crepúsculo durante a madrugada. Confiram a programação em http://www.livrariacultura.com.br/scripts/banners/pag_especiais/2009/vira_cultura/index.asp?&sid=919255237111124643162382618. Douglas que nos envia a mensagem. Abraços em geral. Antropoesia. Café Cultura / Destaque Sábado, 28 de novembro às 20h30 Tema: Sarau Vocabulário Palestrantes: Paulo Scott, Chacal, Marcelino Freire, Marcelo Montenegro e convidados.
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP
Escrito por wagner4 às 18h08
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POR AQUI.........
POR AQUI é uma expressão irônica. Por aqui, mesmo a cidade supostamente tendo sido considerada como uma das que reconhece e se preocupa com os problemas associados à infância, ainda existe a visão pessimista da infância como problema. Nestes 11 meses, entre outubro do último ano e setembro deste, visitei professores e agentes profissionalmente vinculados à educação e à leitura, para tentar colocar em debate as condições de leitura na cidade, priorizando inicialmente a leitura por e para crianças. Susto. Desde comerciante a doido, escutei de tudo um pouco. Mesmo assim, reunimos um grupo de aproximadamente 25 pessoas interessadas em tocar o projeto adiante. Ainda que a cidade se revelasse incapaz de levar o debate em frente. 1279000 para 25 é uma proporção legal. Danem-se os demais. Penso que o projeto continuará, nem que seja por conta. Até, abraços, Wagner...................................
Escrito por wagner4 às 19h02
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Situação Mundial da Infância.
Está disponível no sítio http://www.unicef.org.br/ o relatório Situação Mundial da Infância, e comentários sobre a situação nacional. Pra pensar sobre. Wagner
Escrito por wagner4 às 18h54
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Ouvindo Adriana Calcanhotto.
Estou ouvindo Adriana Calcanhotto. Público. Deve ser de 2000. Olhem os "letristas": Cazuza, Waly, Péricles Cavalcanti, Manu Chao e a própria. Uma surpresa: Mário Sá-Carneiro. Sebos ou sítios, não deixem de conferir. Ainda: telefonaram ontem à noite: "tem Cazuza na TV". Vou escutar. Que letras! Que cara de pau, também. Hoje sabemos que Cazuza é um poeta disfarçado de cantor, um leitor da beat desesperado. Na época, um debochado. É dele, Bebel Gilberto e Dé, uma música interpretada por Marina - outra genial na escolha de repertório: "um homem pra chamar de seu..." - que diz "preciso dizer que te amo", a mais corriqueira das expressões, mas o cara vai brincando com as frases - ele é quem se diz "poeta das frases loucas" - dando pequenas aulas de ternura. No CD "Público", que estou escutando, aparece "o nosso amor não vai parar de rolar... como uma pedra..." - uma combinação certeira de poesia-rock com Dolores Duran, a quem é associado. Adriana o "cita": "você tem meia-hora / pra mudar a minha vida". Possível referência a "Por que a gente é assim" em que o poeta escreve: "você tem exatamente um segundo pra aprender a me amar..." depois de dizer "três mil horas pra parar de me beijar". O terno e o doido. Lição de Amor. E, por falar nisso, é de Guimarães via Wisnik a brincadeira postada aqui de que todo amor já é um descanso. Descansado, toquemos em frente. Mais Adriana: compondo sobre Sá-Carneiro - quem não leu, por favor, não se prive disso. E, passeando sobre compositores pop, ela encontra tempo para citar Ferreira Gullar - "Dentro da Noite Veloz". Enfim, um disco poético, como uma "antropoesiazinha". Abraços, Wagner................................................
Escrito por wagner4 às 18h43
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Filme. Once - Apenas uma Vez.
Compartilho a fonte: Luciano me presenteou no fim de semana com "ONCE" - "Apenas uma Vez". "É a sua cara". Concordo. Só de olhar a capa: casal, rua, instrumentos, roupas estranhas, pensei: "É mesmo minha cara, Lu". Bom, vamos aos fatos. Um casal possível, uma florista e um músico amador na mais prosaica das paisagens irlandesas. E a Irlanda está à frente, hoje, quando se trata de paisagem literária. Ela, a florista, encontra-o, descobre sua música e sua vida (há alguma distância entre ambas?). Ele a escuta. Imigrantes, estranhos em sua terra - o que me parecem os irlandeses desde o John Lennon ("the luck of the irish") - os irlandeses se encontram com a tcheca, se é assim que se fala ainda. E tocam, contam, falam sobre. Conversas. Filme, e muita curtição. Recomendo: Apenas uma Vez. Lembro minhas aventuras....
Escrito por wagner4 às 19h12
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Notícia: vitória da educação
Amigos, Samba na Veia é um samba-unicef, admito. Toda a Antropoesia é bastante sensível nesses casos mas admitimos que SOMOS meio educados. Quero dizer que nascemos no mundo da informação virtual, TV, contracultura, rock. Já se usava método contraceptivo, quando nascemos, e no entanto amamos os humanos recém-chegados à vida. Quero dizer: a informação não nos fez menos humanizados, frios. Ela também tem coisas boas: vi, há tempos, uma campanha da Unicef pedindo aos pequenos que comentassem sobre a possibilidade de salvar vidas explicando como lidar quando uma criança sofre diarreias. Soro caseiro. Então soube que morriam bebês por conta de uma simples falta de informação. Embora condições adequadas de saneamento sejam necessárias, uma água fervida com açúcar e sal já auxiliava a evitar o fim precoce. Essa geração "unicef-informada" (informada pela Unicef) está crescendo, e o índice de perdas de vida humana por esse motivo idiota está diminuído. Quero dizer: comemorar a redução de mortes infantis por diarreia. Acreditem, era a maior causa, há 25 anos, e isso assustava também em outros países. Agora, apesar do desconforto para algumas das mulheres, penso que deverão apoiar o aleitamento. Ainda tem criança sofrendo por desnutrição com idade inferior a 1 ano. Pura desinformação. Até. Fonte: UOL. "Mortes de crianças por diarreia no país caem quase 94% em 25 anos", http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/11/19/mortes-de-criancas-por-diarreia-no-pais-caem-quase-94-em-25-anos.jhtm)
Escrito por wagner4 às 19h00
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Escutando "JOSS STONE"
Ainda veremos o dia em que a eterna menina virará uma superartista. Hoje, escuto (http://www.myspace.com/jossstone) "Colour Me Free", totalmente solar. Joss com seus cabelos luminosos e voz blackbranca colorida. Joss: colori-la? Nada. Apreciar, acompanhar a menina acesa. Beijo em geral. Wagner. Ouçam aí, pessoas......
Escrito por wagner4 às 18h50
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Aprendendo e vivendo
Vi Castelo Hanssen disputar a vez (no ótimo sentido de "disputa") para recitar, sexta-feira passada. Era um encontro artístico, que de fato pareceu um sarau. Rogério Britto, Val, Bolado B, um pessoal de São Bernardo, na Biblioteca Monteiro Lobato, em Guarulhos. De repente, Castelo se ergue entusiasmado para recitar. Olho isso admirado. Sempre imagino Castelo "apoiando" iniciativas, não exatamente curtindo, porque ele parece estar milhas à frente do circuito literário, mas ele mostra uma disposição impensável - por mim. Lá vai Castelo, com seus poemas surpreendentes, seus "sítios" eletrônicos, a falsa (será?) dificuldade em se ajustar ao mundo. Tudo bem. Dirão que (quem disser) o poeta é deslocado, que mais ainda, finge ser dor a dor que deveras sente (Fernando Pessoa), mas Castelo tem mesmo é um vibrante prazer em mostrar seus textos. Viva, Castelo, continue pondo a plateia desconcertada, empolgada, poetizada por um repertório imprevisível. Abraços, da Antropoesia, Toda vez.
Escrito por wagner4 às 17h12
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Bolado B e Valmir Quinto na Monteiro Lobato, dia 13/11
Val tocou com o Coletivo Bolado B. São percussionistas com canções próprias e temas "folclóricos". Muito bom. Revê-lo tocar é compensador. Há aproximadamente 20 anos acompanho os passos musicais desse cara: enfrentando bandas, experimentações, acompanhando músicos ou compondo, Val Quinto de Souza é um grande sujeito. Nos últimos anos, tem deixado o contrabaixo para se aventurar pela percussão, onde tem encontrado ícones como Sebastião Biano e outros ícones das percussões pelo caminho. Taí, Val, Valmir Quinto de Souza. Nosso companheiro de estrada. E de vida. Abraços, Wagner (e Antropoesia).............
Escrito por wagner4 às 17h03
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Dias e Noites. Quem é essa Joss Stone?
Na segunda, dia da projeção de filmes nacionais pelo Cinemark - acontece todo ano, um dia só com filmes brasileiros - assisti ao "Dias e Noites" e torci o nariz para o machismo apresentado. Brecht? Parece. Uma garota cresce na sociedade limitada por valores morais e financeiros, usa o corpo como capital e atravessa a vida entre mulheres lindas e companheiros duvidosos. Pra pensar. É o que parece. De minha parte, o susto diante da cena do início do casal. Ver um homem de não sei que século reduzir a um quase homicído o que deveria ser um ato amoroso foi desagradável. Depois, segue-se a história com piadas, frases inteligentes, boas cenas. Esquemático, mas toda mulher é esquemática para nós. Surpresa: um duplo de Joss Stone aparece nas primeiras cenas, vou tentar descobrir quem é essa criança bonita. Os sítios de cinema que consulto não indicam o nome da atriz que faz a protagonista jovem. Pena. Abração, Wagner.............
Escrito por wagner4 às 21h32
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Só abri hoje, mas segue a programação.
www.bibliotecaguarulhos.com.br09/11(segunda) - às 14h - Contação de História - com alunos da Oficinas Culturais - Educadora: Débora Kikuti 10/11(terça) - - 9h - Bibliotur - Contando a história da BML - com a Bibliotecária Marcia D'angelo
- 19h - Roda de Choro(músicos do Conservatório) contato: Prof. João Geraldo
11/11(quarta) - 9h -Sarau Infantil com as crianças do PET( Marcia D'angelo) 12/11(quinta) - 15h - Encontro de Poetas - Coordenação de Ibraim Kouri - no Espaço do Escritor - tel:20876900
- 16h30 - Piano e Voz com Tatiana Di Paula(aluna do conservatório) Coordenação: Fabio Boaventura
13/11(sexta) - Sarau temático - Escritores Negro - Organização - Ação Cultural - - 19h - intervenção teatral, música, poesia, performance. Com Artistas: Edinho Silva, Eulália, Coletivo Bolado B, alunos do Circo Seródio, entre outros.
14/11(sábado) - 14h - Palestra "Os Grandes Pensadores" - Florestan Fernandes
09/11 a 28/11 - Exposição releitura das obras do artista plástico Jean-Micheal Basquiat - Alunos do Circo Escola Seródio - Arte Educadora do Projeto - Carol Pimentel
Regina Viana Biblioteca Monteiro Lobato
Escrito por wagner4 às 21h26
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Valmir - amigo e parceiro da Antropoesia - vai tocar nesta sexta.
Val toca amanhã na biblioteca, vejam a programação acima.
Escrito por wagner4 às 21h24
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Exibiçao de filmes brasileiros a R$2,00 esta segunda-feira.
Dica: amanhã, segunda-feira, as salas do Cinemark exibem filmes brasileiros a R$2,00. Em Guarulhos, confiram, o Shopping Internacional parece ser local onde há salas do Cinemark. Os documentários sobre Titãs e Simonal, e comédias recentes estão na lista, pelo que o rádio anuncia. Abraços, confirmem e curtam(os)...............
Escrito por wagner4 às 15h48
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Agulha encerra atividades: despedimo-nos.
Transcrevemos a seguir - em homenagem - o "Último Editorial" da revista "Agulha". Por uma década ela foi referência no estudo e na publicação de textos críticos sobre arte em geral, e sobretudo a arte literária. Editada por Claudio Willer e Floriano Martins, conhecidos escritores-agitadores-críticos-contestadores, ela serviu para mostrar as excelentes oportunidades editoriais pela internet, com todo o seu conteúdo disponível a visitantes, e com suas edições sendo imediatamente avisadas a quem participasse de seu cadastro de leitores. Falou de arte latino-americana, mas também de constestadores marginais e experimentadores estéticos de todo o mundo, demosntrando simpatias e valorizando autores muitas vezes pouco apreciados pelo mercado-comum-crítico: aquele das grandes casas editoras, com sua prática de resenhas para vender melhor. Assim, os editores comunicam que o conteúdo permanecerá disponível (associado ao sítio do Jornal de Poesia) embora as publicações sejam interrompidas a partir do número 70. Esperamos continuar encontrando novos textos de Floriano e de Willer, e continuar os encontrando em iniciativas experimentais. São pessoas essenciais ao debate atual, quando em geral o que se percebe são pequenos "favores" e muita publicidade, ao invés de um bom e interessante diálogo sobre cultura. Abraços, Wagner e toda Antropoesia. Segue o texto: (http://www.revista.agulha.nom.br/ag70capa.htm) "ÚLTIMO EDITORIAL" Agulha cumpre com esta edição um ciclo de 10 anos. Até aqui, foram 70 números. Significa dizer, considerando que em momentos fomos uma publicação mensal e em outros bimestral, uma média de 7 edições por ano. Também alternamos a quantidade de matérias publicadas ao longo de toda uma década, ora com 12, 15 ou mesmo 20 textos por edição – como neste último número –, o que nos leva à marca aproximada de 1.800 ensaios e entrevistas em 70 edições. Algo em torno de 80% desse material foi dedicado a temas latino-americanos, à criação artística e à cultura na América Latina. Não recuamos diante da complexidade ou densidade; preferimos o que está fora das pautas do mundanismo cultural, incluindo temas “malditos”, a começar pelo sistemático e detalhado exame do surrealismo; empreendemos o diálogo com a produção cultural da América Latina e do mundo hispânico e, ao mesmo tempo, nos entendemos como expressão da lusofonia, da criação em língua portuguesa. Por isso, Agulha circulou em português e espanhol, sendo talvez o único veículo assim constituído em toda a mídia eletrônica. Cada número foi aberto por um editorial, acompanhando e comentado acontecimentos, da esfera artística e literária, e também política, além de contribuir para o debate sobre o alcance e conseqüências da Internet, acompanhando de perto a expansão do meio digital e do mundo virtual. Relendo o que foi escrito sobre o tema, percebe-se, pensamos, o equilíbrio: nem catastrofismo, nem messianismo salvacionista; quanto às críticas mais recentes à difusão de informações pela Internet, a própria recepção de Agulha é uma resposta aos profetas de mau agouro, aos que vêem a diversidade de utilizações da rede como acarretando a vulgarização e o rebaixamento de nível cultural – cabe até repetir a crítica, já feita aqui, a essa transferência de responsabilidades, das conseqüências de carências das políticas públicas educacionais e culturais e das mídias institucionalizadas para o mundo virtual, aquele das páginas, sítios, blogs e dispositivos de busca ou relacionamento. Enfim, todos os números de Agulha, desde os iniciais até os mais recentes, continuam e continuarão atuais. Prova-o seu crescimento como fonte de pesquisas e consultas, a descoberta por leitores que, estabelecendo contato, passaram a integrar a lista dos seus destinatários. Com o aprimoramento dos dispositivos de consulta na Internet, quem pesquisar sobre uma série de autores e temas, encontra matérias de Agulha entre as primeiras opções nas extensas séries de páginas disponibilizadas por esses serviços. Assim, restrita ao meio digital, ao mesmo tempo ultrapassou esse meio. Some-se a essas realizações o fato de que um dos editores da Agulha criou e segue coordenando, para o Jornal de Poesia (www.jornaldepoesia.jor.br), a Banda Hispânica (www.revista.agulha.nom.br/bhportal.html), banco de dados destinado à difusão de poesia de língua espanhola, abrangendo – até o momento – um total de 20 países e 550 poetas, o que significa cerca de 1.600 entrevistas e textos críticos dedicados à obra desses autores. Assim Agulha realizou, em seus 10 anos de aventura editorial, o projeto que motivou sua existência: transformar-se em uma mesa de debate dos principais temas que envolvem a cultura e as artes em nosso tempo. Quando surgimos, não havia esse espaço na imprensa do Brasil. Virtual ou impressa, esta permanece quase de todo naufragada nas águas do entretenimento, sem oferecer ao público um espaço de reflexão, conhecimento, multiplicidade, e não apenas a informação de caráter comercial. Em geral, a imprensa trata seu público como mero cliente: é uma lástima que a área do chamado jornalismo cultural tenha adotado essa fórmula. Ao longo dessa década e destes 70 números publicados, abordando os mais diversos temas, Agulha foi uma verdadeira prática de política cultural em um país mais afeito ao fuxico cultural. Ultrapassou a simples publicação de seus números: seus editores foram convidados para eventos literários em diversos países; definiu contratos editoriais, seja na área de poesia, ensaio ou tradução; formou parcerias com grupos editoriais também em âmbito internacional; ampliou o espaço de difusão de inúmeras revistas, inclusive com um intercâmbio de edições especiais dedicadas a alguns países A trajetória de vida de Agulha é marcada por esse sentido singular de conquista e desbravamento. Não cortejamos o túmulo da glória. Arriscamo-nos sempre a difundir nomes de pouca circulação ou esquecidos, desde que não faltasse consistência a seu trabalho. Criamos uma Galeria de Revistas, espaço único na imprensa, tanto virtual quanto impressa, para a difusão e apresentação crítica de publicações similares. A cada edição apresentamos uma média de 50 obras do que chamamos de "artista convidado", buscando nomes, entre consagrados e até mesmo estreantes, em quase 20 países. Foram aprazíveis, valiosas e efetivas as relações alcançadas com colaboradores, leitores, instituições em todo este período. Evidentemente, o Brasil também participou dessa conjuntura, sobretudo no plano afetivo, apesar de nossa imprensa, em geral, ter-lhe dado mínima atenção, talvez apenas para confirmar o velho e perverso adágio popular de que santo de casa não obra milagre. Concluir este ciclo editorial nos parece agora uma manifestação de compreensão do papel até aqui representado, e da consciência de que outros meios de prossegui-lo se apresentam como urgências que precisam ser atendidas. Agulha permanecerá, casa aberta aos visitantes do ciberespaço. O link será mantido, com a totalidade do seu acervo de matérias. Seus editores agradecem imensamente a contribuição de todos, pelo carinho da leitura, sugestões, envio de textos e consultas. Em particular, nosso agradecimento maior vai para Francisco José Soares Feitosa, que fundou e dirige o Jornal de Poesia, pioneiro em termos de utilização da Internet como veículo de circulação de poesia em todo o mundo, Feitosa que sempre nos apoiou de forma incondicional, ancorando a Agulha com toda sua amizade. Esse capítulo foi construído graças a um sentido inestimável de fraternidade. O que nos enche de felicidade o coração. Abraxas
Escrito por wagner4 às 15h44
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